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Calculadora de
Juros Compostos

Simule o crescimento do seu patrimônio com aportes mensais e acompanhe o resultado mês a mês

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Selic
14,75% a.a.
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R$ 4,97
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R$ 5,84
Atualizado em 23/04/2026

Parâmetros da Simulação

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O que são Juros Compostos e por que eles transformam sua vida financeira?

Os juros compostos são considerados por economistas como a força mais poderosa do universo financeiro. Diferente dos juros simples — onde os rendimentos são sempre calculados sobre o valor inicial — nos juros compostos os rendimentos de cada período são incorporados ao capital, gerando novos rendimentos no período seguinte. Esse efeito de "juros sobre juros" cria um crescimento exponencial que, com o tempo, pode multiplicar seu patrimônio de forma surpreendente.

A fórmula matemática é: M = C × (1 + i)ⁿ, onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros por período e n é o número de períodos. Quando há aportes mensais regulares, o cálculo se torna iterativo: a cada mês, o novo aporte se soma ao saldo antes da aplicação da taxa.

Exemplo prático: R$ 10.000 aplicados por 20 anos à taxa de 10% ao ano com aportes mensais de R$ 500 resultam em um patrimônio superior a R$ 400.000. O total aportado seria de apenas R$ 130.000 — a diferença de mais de R$ 270.000 é puro rendimento dos juros compostos trabalhando por você.

Como usar nossa calculadora de juros compostos

Nossa calculadora foi desenvolvida para ser simples e completa ao mesmo tempo. Preencha os campos acima com:

Ao calcular, você verá um resumo com o total investido, o total de juros acumulados e o saldo final, além de uma tabela completa mês a mês com o rendimento de cada período.

Taxa a.a. e taxa a.m.: como funciona a conversão correta?

Muitos investimentos no Brasil divulgam sua rentabilidade em percentual ao ano (% a.a.), mas os juros são capitalizados mensalmente. Para converter uma taxa anual em mensal com juros compostos, não basta dividir por 12 — isso só funciona para juros simples e gera erros de cálculo.

A conversão correta é: i_mensal = (1 + i_anual)^(1/12) − 1. Por exemplo, 12% ao ano equivale a aproximadamente 0,9489% ao mês — e não 1% como muitos acreditam. Uma diferença pequena que, acumulada ao longo de anos, pode representar centenas ou milhares de reais. Nossa calculadora realiza essa conversão automaticamente.

Selic e CDI: como usar as taxas reais nos seus cálculos

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central a cada 45 dias. Atualmente em 14,75% ao ano, ela serve de referência para toda a renda fixa do país. Use esse valor na calculadora para simular o rendimento de aplicações atreladas à Selic, como o Tesouro Selic.

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário), atualmente em 14,65% ao ano, é o índice de referência do mercado financeiro. CDBs, LCIs, LCAs e muitos fundos expressam sua rentabilidade como percentual do CDI. Um CDB que paga 110% do CDI, por exemplo, renderia aproximadamente 16,12% ao ano antes do Imposto de Renda.

Dica: ao simular investimentos de renda fixa com IR, use uma taxa líquida. Para aplicações acima de 2 anos (alíquota de 15%), multiplique a taxa bruta por 0,85. Para calcular com a Selic atual: 12,54% ao ano líquido de IR.

O poder do aporte mensal: o ingrediente mais poderoso

Em simulações de longo prazo, o aporte mensal regular tem impacto ainda maior do que a taxa de juros — especialmente nos primeiros anos. Isso porque cada novo aporte passa a render juros sobre juros durante todo o restante do período. Uma pessoa que começa a investir R$ 300 por mês aos 25 anos acumula muito mais do que alguém que começa com R$ 600 aos 35, mesmo com a mesma taxa.

Mesmo pequenos incrementos anuais no aporte — como aumentar R$ 50 por mês a cada ano — podem fazer diferença de dezenas de milhares de reais ao fim de duas décadas. O segredo é começar cedo, manter a consistência e aumentar os aportes com o tempo.

Onde investir para aproveitar os juros compostos no Brasil?

Regra dos 72: descubra em quanto tempo seu dinheiro dobra

A Regra dos 72 é uma forma rápida de estimar em quanto tempo um investimento vai dobrar de valor. Basta dividir 72 pela taxa de juros anual. Com a Selic atual em 14,75% ao ano, um investimento dobraria em aproximadamente 4,9 anos. Já com uma rentabilidade de 6% ao ano, seriam 12 anos.

Esse cálculo simples ilustra por que as taxas de juros elevadas do Brasil são, paradoxalmente, uma vantagem para o investidor de renda fixa: o poder de acumulação é significativamente maior do que em países com juros próximos a zero.

Perguntas frequentes sobre juros compostos

Qual é a diferença entre juros simples e juros compostos?

Nos juros simples, os rendimentos são sempre calculados sobre o capital original — nunca se acumulam. Nos juros compostos, os rendimentos de cada período são somados ao capital e passam a gerar novos rendimentos. Para qualquer prazo acima de um período, os juros compostos sempre resultam em um valor maior.

Com quanto devo começar a investir?

Hoje é possível começar com valores muito baixos — a partir de R$ 30 no Tesouro Direto. O mais importante não é o valor inicial, mas a consistência dos aportes e o tempo de investimento. Começar com pouco e manter a regularidade sempre supera esperar para começar com um valor grande.

Como o Imposto de Renda afeta o rendimento?

Para renda fixa como CDBs e Tesouro Direto, o IR segue a tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias — sempre sobre os rendimentos, nunca sobre o capital. LCI e LCA são isentos de IR para pessoa física, tornando-os mais atrativos para comparações de rentabilidade líquida.

O que é inflação e como ela afeta meu rendimento real?

A inflação corrói o poder de compra do seu dinheiro. Para calcular seu rendimento real, use a fórmula: rendimento real = (1 + taxa nominal) / (1 + inflação) − 1. Com a Selic em 14,75% e o IPCA projetado em torno de 4,8%, o rendimento real anual aproximado é de 9,49% — ainda atrativo e positivo.